Pescando Sem Isca é a leitura honesta sobre o teatro do marketing, a política corporativa e a obsessão das empresas brasileiras em crescer sem mudar absolutamente nada. Igor Caetano puxa o anzol e mostra o que vem grudado nele.
Pequenas amostras do que está sendo escrito. Se alguma delas incomoda, provavelmente é porque acertou em alguma reunião que você já viveu.
Crescer sem mudar é o tipo de pedido que só a frustração leva a sério.
Marketing que precisa ser explicado em toda reunião foi vendido errado, foi feito errado, ou os dois.
Política interna é o imposto silencioso que toda boa ideia paga antes de virar entrega.
O que sua empresa chama de cultura, a concorrência costuma chamar de janela.
Reorganograma é a forma corporativa de fingir movimento sem precisar se mexer.
Diretoria que não fala de vendas com nome e número está fechando, em silêncio, um acordo com a mediocridade.
Estratégia que cabe num slide é, na maior parte do tempo, um slide se passando por estratégia.
A reunião que decide algo de verdade é, em geral, a quarta sobre o mesmo assunto.
Pescando Sem Isca é o que sobra quando se tira o jargão, o coaching corporativo e a literatura de aeroporto da discussão sobre crescimento empresarial.
É um livro para quem já cansou de planos estratégicos que viram artefato de PowerPoint, de marketing que confunde alcance com resultado e de empresas que tratam mudança como ameaça.
São nove capítulos que combinam diagnóstico, framework e bastidor. Sem fórmulas mágicas. Sem promessas grandiosas. Com a clareza brutal de quem viveu os dois lados da mesa.
A maioria das empresas brasileiras não tem problema de execução. Tem problema de coragem. O resto é consequência.
Lista de espera com prioridade na pré-venda, desconto de 30% e acesso ao capítulo zero antes de qualquer outra pessoa. Sem corrente, sem grupo de WhatsApp, sem espetáculo.